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Autoridade Palestiniana, Hamas, Egito e Catar acusam Israel de querer anexar Cisjordânia

A diplomacia da Autoridade Palestiniana afirmou que “condena veementemente [a decisão] e rejeita qualquer tentativa de designar terras da Cisjordânia como ‘território público’ sob o controlo da força de ocupação”.

Num comunicado, o movimento islamita Hamas classificou a decisão de Israel como uma tentativa de “roubar e judaizar” territórios palestinianos e considerou a medida ilegítima, “nula e sem efeito”.

O Hamas apelou à comunidade internacional, incluindo a ONU e o Conselho de Segurança, para que assumam “as suas responsabilidades legais e políticas” e tomem “medidas imediatas para travar a agressão da ocupação e as suas contínuas violações contra o povo palestiniano”.

O Governo do Egito disse na X que “condena veementemente” o anúncio, que considera “uma escalada perigosa com o objetivo de consolidar o controlo israelita” sobre a Cisjordânia e uma violação de acordos internacionais. A diplomacia do Catar denunciou, na mesma rede social, as medidas aprovadas por Israel, que descreveu como “uma extensão dos planos para privar o povo palestiniano dos seus direitos”.

De acordo com o Ministério da Justiça israelita, o objetivo da medida é “o registo de extensas áreas” na Cisjordânia em nome do Estado de Israel, enquanto o Governo israelita fornecerá à autoridade governamental competente o orçamento e o equipamento necessário para realizar o assentamento da terra.

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