Um medicamento usado no tratamento do glaucoma e da hipertensão ocular está em ruptura de stock e prevê-se que apenas no fim de Abril seja reposto no mercado. Outro medicamento para o mesmo efeito também vai deixar de estar disponível no fim de Março, estando prevista a sua reposição para o fim de Julho.
Os dois medicamentos são o Monoprost Duo e o Enicil Duofree, que se vendem em colírio, o primeiro produzido pela farmacêutica francesa Théa e o segundo pela portuguesa Edol.
O Infarmed informou nesta segunda-feira que há “dificuldades de abastecimento” destes dois produtos “devido a constrangimentos relacionados com o fabrico”. O Monoprost está em situação de ruptura desde o dia 6 de Fevereiro e deve regressar às farmácias a 30 de Abril, enquanto o Enicil deverá entrar em ruptura a 30 de Março, regressando previsivelmente a 31 de Julho.
Trata-se, segundo aquela autoridade, dos únicos medicamentos com latanoprost e timolol que não contêm cloreto de benzalcónio, um conservante que não se adequa a todos os pacientes, nomeadamente aos que têm hipersensibilidade a esta substância ou a outros conservantes. “Estes doentes devem ser encaminhados para o médico, para que lhes possa ser prescrita uma alternativa terapêutica”, sublinha o Infarmed.
A instituição sugere às farmácias que “as embalagens sem conservantes ainda disponíveis sejam reservadas para os doentes em que seja difícil a sua substituição”.
Para todos os outros, “será temporariamente permitida a substituição destas embalagens, em prescrições já emitidas e válidas” por medicamentos que contenham conservante.

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