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“Amigos asiáticos e do Médio Oriente perguntavam-me: ‘Portugal tem uma máquina incrível de produção, porque não estão a fazer microdramas?’”

Em scroll pelo TikTok, ou mesmo pelo Instagram ou entre snaps do Snapchat, aparece o microdrama: enredos dramáticos ou cómicos, frequentemente caricatos ou exagerados, que nos apresentam a um dilema ou mistério em menos de um minuto. Engenhosamente criados para que queiramos ver mais, já deram a ganhar mais de dois mil milhões de dólares às duas maiores produtoras do formato, a DramaBox e a ReelShort, entre 2022 e 2025.

E a Portugal, quando é que chega a novidade? Pedro Lopes, professor universitário, diretor-geral de conteúdos da SP Televisão e da SPi, e autor e guionista premiado de algumas das mais famosas séries e telenovelas portuguesas, como “Lua Vermelha”, “Glória”, “Conta-me Como Foi” ou “Coração d’Ouro”, detalha ter passado “quatro, cinco meses fora de Portugal” e que, quando encontrava amigos asiáticos e do Médio Oriente surgia uma pergunta frequente: ‘Vocês têm uma máquina incrível de produção em Portugal e não vão desenvolver microdramas?’”.

Pedro Miguel Coelho entrevista Pedro Lopes, autor e criador de séries e telenovelas, e diretor-geral da SP Televisão, no podcast “O Futuro do Futuro”

Matilde Fieschi

E, agora é oficial: o país está já a produzir este formato. “É mais que um género, é um novo formato, porque o 9:16 [resolução vertical usada em telemóveis] muda tudo em termos de argumento e realização”, explica o executivo. A primeira produção da SP neste género será para a RTP, um conjunto de cinco séries, em que cada temporada tem meia hora, focadas “em temas sociais e próprios da realidade portuguesa”, sem “mimetizar o que vem da China”.

Sobre esta nova produção, mas também sobre esta ‘snack culture’ que vicia o público em “histórias emocionais, ganchos constantes, consumo viciante”, pode ouvir a entrevista na íntegra n’O Futuro do Futuro, disponível nos sites do Expresso, da SIC e da SIC Notícias e nas principais plataformas de podcasts.

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