
Acompanhe o nosso liveblog sobre. mau tempo em Portugal
Um troço da Autoestrada 1 (A1) sobre o rio Mondego desabou esta quarta-feira à noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, no concelho de Coimbra. A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo.
Desabou troço da A1 acima do local onde ruiu parte do dique em Coimbra
O abatimento ocorreu na placa sobre o aterro que dá acesso ao viaduto naquela zona. “Quando a ponte termina assenta ali numa parte de talude, essa parte foi comida pela água por baixo, o que acabou por fazer a derrocada”, disse à SIC Carlos Luís Tavares, o comandante regional da Proteção Civil de Coimbra, acrescentando que o troço cedeu no sentido Norte-Sul, ao quilómetro 191,2.
O ministro das Infraestruturas e Habitação admitiu esta quinta-feira que serão precisas “várias semanas” para reparar o troço da A1. Durante uma visita ao local, Miguel Pinto Luz sublinhou aos jornalistas “a velocidade e a violência das águas”, que descreveu como “uma situação absolutamente anormal”.
Também a presidente da Câmara Municipal de Coimbra alertou para o problema “gravíssimo” que não se resume a Coimbra: “Muitos municípios estão com problemas gravíssimos nas estradas e nas pontes”. “Estou a falar de problemas mesmo muito muito graves. Podem não ter a mesma visibilidade, mas o seu somatório é igualmente grave”, disse à RTP após o desabamento do troço da A1. Ana Abrunhosa acrescentou que o país vai passar “meses a fazer diagnósticos a pontes, estradas e diques”.
“Estamos a falar de um troço bastante grande entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, que é muito percorrido e que nos coloca aqui um problema que já sofre: que é ser uma cidade de muita passagem”, apontou a autarca.

Deixe uma Resposta