
Pinto Luz diz que reparação de troço da A1 em Coimbra irá demorar “semanas”
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu hoje que serão precisas várias semanas para reparar o troço da Autoestrada 1 (A1) que desabou após o rompimento do dique nos Casais, em Coimbra.
Durante uma visita ao local, Pinto Luz sublinhou aos jornalistas “a velocidade e a violência das águas”, que descreveu como “uma situação absolutamente anormal”.
A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, explicou a BCR – Brisa Concessão Rodoviária.
“Temos hoje 15 camiões com enrocamento para reforçar a quebra que surgiu. Amanhã de manhã, mais camiões vêm reforçar com enrocamento”, disse Pinto Luz, citado pela RTP Notícias.
O recurso a enrocamento, blocos de rocha compactados, “é a única coisa que nós podemos fazer enquanto as águas não descerem”, admitiu o ministro.
Pinto Luz disse também que a fissura, no sentido norte-sul, “pode alastrar” para o outro sentido, acrescentando que “enquanto as águas não descerem não se pode fazer a intervenção de fundo”.
“Serão seguramente semanas para conseguirmos que esta infraestrutura volte a estar ao serviços dos portugueses”, disse Pinto Luz.
“O compromisso do Governo é de absoluto comprometimento com esta solução. Estamos com todos os meios mobilizados e não sairemos daqui enquanto não conseguimos com todas as equipas colocar outra vez a A1 em funcionamento”, garantiu o ministro.

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