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Empresários e ambientalistas contra parque eólico da Galp em Odemira: “Joia turística deve ser preservada”

A Galp quer construir um parque eólico em Odemira para alimentar a produção de hidrogénio verde, mas a população está contra. Autarcas, ambientalistas e empresários avisam que o projeto vai ter consequências negativas no território, sobretudo para quem vive do turismo.

Ainda não se sabe se o parque chega a sair do papel, mas, para quem lá habita e trabalha, é um “não”.

Samuel começou o turismo rural com a mulher na Ribeira da Azenha, há 13 anos. Fica a cerca de 500 metros do local escolhido pela Galp para a implantação dos aerogeradores.

A proposta não passou na avaliação inicial porque a Agência Portuguesa do Ambiente entende que faltou informação sobre o local escolhido, assim como alternativas.

Tal como está, o projeto prevê abranger três concelhos: Odemira, Sines e Santiago do Cacém. São sobretudo zonas de floresta e muitas delas fazem parte da Rede Natura 2000.

A Câmara de Odemira, que também se opôs ao parque, está agora a estudar que áreas podem ou não receber projetos de energia renovável no futuro. Há pelo menos cinco previstos para este concelho.

À SIC, a Galp não justifica a localização, mas explica que quer envolver a comunidade no Estudo de Impacto Ambiental com vista a uma “transição energética justa”.

A consulta pública encerrou a 14 de janeiro e a oposição ao projeto foi quase unânime.

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