Empregos Modernos é um poema coral, dito por quatro vozes que se dirigem ao público na segunda pessoa do singular e falam do mundo em que vivemos, das relações com o trabalho que desembocam na exploração dos imigrantes, na precariedade como mandamento do paradigma civilizacional, na sonegação de direitos dos mais fracos e desprotegidos, na digitalização do trabalho e dispensa da acção humana, no nomadismo digital, na desregulação das cidades, na invasão das apps para responder a cada necessidade quotidiana, na obsessão pelos indicadores de performance, eficácia e produtividade, na falência do lazer e do ócio, nos incontáveis casos de burnout, depressão e esvaziamento dos trabalhadores, na cultura da monetização de tudo e mais alguma coisa que transformou cidadãos em consumidores e utilizadores.
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