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Governo propõe Cartaxo Alves para Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas | Forças Armadas


O Governo propôs nesta sexta-feira ao Presidente da República o general João Cartaxo Alves para o cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), decisão que poderá representar o regresso de um militar da Força Aérea ao cargo após doze anos.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, que se reuniu esta sexta-feira electronicamente, o Governo decidiu propor a Marcelo Rebelo de Sousa o nome do actual chefe militar da Força Aérea, o piloto-aviador João Cartaxo Alves, para comandar o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), e o do Tenente-General Sérgio Roberto Leite da Costa Pereira para lhe suceder no cargo e comandar a Força Aérea, com efeitos a partir de 1 de Março.

O executivo propôs também ao Comandante Supremo das Forças Armadas a recondução do general Eduardo Mendes Ferrão no cargo de chefe do Estado-Maior do Exército, para um novo mandato de dois anos.

A Força Aérea não tem um militar a assumir a chefia do EMGFA desde 2014, nessa altura com o general Luís Esteves de Araújo, que cumpriu um mandato de três anos.

Cartaxo Alves pode assim suceder no cargo ao general José Nunes da Fonseca, militar do Exército, cujo mandato termina a 1 de Março.

A Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas estabelece que o CEMGFA e os chefes militares dos ramos são nomeados e exonerados pelo Presidente da República, sob proposta do Governo, após consulta dos conselhos superiores militares.

João Guilherme Rosado Cartaxo Alves nasceu em 1962, em Almada, e em 1980 ingressou na Academia Militar no curso de Ciências Militares Aeronáuticas.

Em 2007 foi nomeado Chefe do Estado-Maior do Comando Operacional da Força Aérea e no ano seguinte Comandante da Base Aérea N.º 6, no Montijo.

Cartaxo Alves exerceu funções de representante nacional em vários órgãos da NATO, entre 2018 e 2019, e tomou posse como Chefe do Estado-Maior da Força Aérea em Fevereiro de 2022. Renovou o seu mandato em 2025 (que terminaria em 2027).

Durante este período, deu particular importância ao investimento em capacidades operacionais da FAP no domínio aeroespacial para a próxima década.

Defendeu sempre a transição dos actuais F-16 para as aeronaves norte-americanas F-35, de quinta geração, como essencial para a soberania nacional. Deu seguimento e desenvolveu ainda o projecto do KC-390 e das Supertucano, aeronaves adquiridas à brasileira Embraer nas quais são introduzidas tecnologias nacionais para as adequar aos padrões NATO e União Europeia, com lucro para o Estado português.



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