Acompanhe aqui a cobertura ao minuto das consequências do ataque de EUA e Israel contra o Irão.
Os Estados Unidos e Israel atacaram este sábado o Irão, na operação militar conjunta Fúria Épica, que resultou na morte de Ali Khamenei, o líder supremo do Irão. 148 pessoas, a maioria crianças, morreram num ataque a uma escola feminina. O Irão retaliou e atacou vários países da região do Médio Oriente, incluindo Jerusalém, onde morreram pelo menos oito pessoas. Eis o essencial deste domingo:
- Donald Trump estimou que o ataque ao Irão pode durar quatro semanas e instou os Guardas da Revolução a “pousarem as armas e receberem imunidade, ou enfrentarem morte certa”. Benjamin Netanyahu garantiu que os ataques a Teerão se vão intensificar.
- O número de mortos em Minab, onde uma escola feminina foi atingida este sábado, subiu para 148, a maioria crianças.
- Os EUA registaram as primeiras baixas: três militares norte-americanos que estavam no Kuwait.
- O Irão criou um conselho de liderança temporário que diz querer conversar com Trump. O Presidente norte-americano diz ter acedido, mas não revelou quando o diálogo poderia acontecer. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão disse-se também “aberto a quaisquer esforços sérios” para desescalar o conflito.
- França, Reino Unido e Alemanha emitiram uma posição conjunta onde assumem estar preparados para “tomar medidas” para defender os seus interesses e dos aliados na região, nomeadamente através da “adopção de medidas defensivas”.
- O Reino Unido anunciou que vai permitir que os EUA usem bases britânicas em ataques defensivos contra mísseis iranianos. Um drone atingiu uma base no Reino Unido em Chipre.
- A missão naval da União Europeia Aspides, no Mar Vermelho, Golfo e Oceano Índico, será reforçada com navios adicionais, disse a chefe da diplomacia europeia Kaja Kallas.
- Terão sido mortos 48 líderes iranianos, de acordo com declarações de Donald Trump à Fox News. Alguns nomes que já se conhecem, além do líder supremo Ali Khamenei: o antigo presidente Mahmoud Ahmadinejad; o chefe do gabinete do comandante supremo das Forças Armadas Shahid Mohammad Shirazi; o ministro da Defesa Aziz Nasirzadeh.
- Os EUA dizem ter atingido “mil alvos” nas primeiras 24 horas da operação. Nove navios da Marinha Iraniana foram “destruídos e afundados”, assim como o quartel-general.
- O Irão, por sua vez, diz ter bombardeado “com sucesso” bases norte-americanas nos países do Golfo Pérsico e na região do Curdistão iraquiano. O país lançou mísseis contra Jerusalém, tendo pelo menos oito pessoas morrido, contra os Emirados Árabes Unidos, onde morreram três, e Omã, onde morreu um tripulante de um navio atacado.
- O Hezzbolah entrou no conflito, lançando mísseis a partir do Líbano contra Israel, que rapidamente iniciou uma vaga de retaliação.
- O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, revelou que há, neste momento, 39 pedidos de repatriamento de portugueses em Israel.
- Só um em cada quatro norte-americanos apoia os ataques ao Irão. Mais de 50% dos inquiridos pela Reuters/Ipsos acreditam que Trump tem demasiada propensão para usar força militar.

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