Adeus, Campos Felizes é, diz um subtítulo descritivo, uma “antologia do campo na poesia portuguesa do século XIII ao século XXI”, da autoria de um poeta e ensaísta que também é aí antologiado: Rui Lage. Não devemos pensar que ele cedeu à vaidade: a sua inclusão nesta antologia seria sempre justa, legítima e obrigatória; nenhum outro poeta português contemporâneo fez do campo, como Rui Lage fez nalguns dos seus livros, a sua “matéria de Bretanha”. À excelência do poeta, junta-se a excelência do antologiador e do ensaísta, como se torna evidente nesta antologia, que fecha com um longo ensaio, de mais de 50 páginas, precisamente sobre o tema que serviu de critério para a selecção dos poemas.
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