Fotografar a olhar para cima para depois se registar património que não se encontra com tanta diversidade e em quantidade em mais lado nenhum como há no Porto. Esta é a convicção de quem anda há cerca de 40 anos a apontar a máquina fotográfica para as clarabóias da típica casa burguesa portuense do século XIX e não só. As fotografias são todas feitas na mesma cidade e passaram de um projecto pessoal para um trabalho em dupla que agora, quase uma década depois de espera, se transformou em livro. Anima Luminária, editado na semana passada, guarda nas suas páginas as clarabóias do Porto, que são “milhares”, mas nos últimos anos, por força de um processo de reabilitação do património edificado da cidade feito em massa e a pensar no turismo, terão ficado reduzidas a “metade”.
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