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Basta carregar na assinatura de Bruno Cardoso Reis no Observador para perceber a quantidade de temas que domina — e sobre os quais já escreveu ou falou. Desde 2018 que, ainda sem barba, o doutor em War Studies pelo King’s College e mestre em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa colabora com o Observador, escrevendo artigos de opinião, ensaios e falando em direto e podcasts. O primeiro foi o Café América, nas eleições perdidas por Trump e mais tarde nas que viria a ganhar. E depois o Cinco Continentes, sobre Putin, a Ucrânia, França, Venezuela, a coroação de Carlos III ou o Médio Oriente. O mundo inteiro.
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Foi por isso que, depois de um intrépido dia de sábado — em que a notícia dos ataques dos EUA e de Israel ao Irão, o início de mais uma guerra, alterou todo o planeamento do fim de semana no site e na Rádio Observador, obrigando a mobilizar equipas de emergência e a chamar convidados de última hora — o nome do Bruno foi dos primeiros a ser evocado quando se começou a pensar nos dias seguintes. Porque se para o primeiro dia nunca há problema — há adrenalina, interesse, disponibilidade —, depois já se complica: é preciso criatividade, pensar no que fazer de novo e distintivo, manter o ritmo. A pergunta veio do Pedro Jorge Castro, às 9h31 de domingo. “Alguma ideia para o alinhamento da rádio a partir de amanhã? Convidamos o Bruno Cardoso Reis?”. Acrescento do Miguel Pinheiro: “Cinco episódios sobre a história do Irão desde o xá até agora?… Entre esta segunda e sexta as pessoas ficavam com um curso intensivo numa semana para perceberem melhor o Irão”.
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A confirmação de que o convite fora aceite por parte do Bruno chegou menos de seis horas depois de se ter falado no seu nome: eram 15h23. E foi assim que, num Cinco Continentes especial — o tal podcast em que ultimamente tem falado de toda a geopolítica mundial —, sempre de manhã, desde segunda a esta sexta-feira, pudemos aprender tanto. No total, mais de uma hora e meia para ficar a saber o que às vezes não se consegue em muitas cadeiras de um ano de faculdade.
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O Bruno Cardoso Reis, agora já de barba ao longo destes sete anos de Observador, também acabou por ter a vida facilitada. Quando lhe foi lançado o desafio, foi rever a matéria dada. Por acaso, no ano passado nos EUA [no ano letivo de 2024-25 foi professor convidado FLAD na Universidade de Georgetown, em Washington, onde presentemente é investigador não-residente], tinha dado um curso sobre Empires at War, onde os impérios persas tinham obviamente algum papel. E isso ajudou.
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Aliás, é o próprio quem confessa que chegou a pensar especializar-se no Médio Oriente, mas acabou por perceber que se interessava mais por especializar-se em temas — nomeadamente a história dos impérios e dos conflitos armados — e menos numa região. Ainda assim, os anos de estudo de árabe [os iranianos falam sobretudo persa, mas o vocabulário político-religioso é muito devedor do árabe, explica] e de história da região, na Faculdade de Letras e depois em Cambridge, também lhe deram uma boa base.
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Estava tudo a correr bem, mas, por incrível que pareça a muitos, os historiadores não sabem as datas todas, de toda a história, de cor. E o Bruno Cardoso Reis queria rever algumas obras que o influenciaram. E demorou, muito e preciso tempo, a encontrar aquela que considera a melhor biografia do aiatola Khomeini, a de Baqir Moin, Life of the Ayatollah.
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Pior ainda — ou mais engraçado — foi lembrar-se de que um dos seus primeiros textos académicos publicados dava precisamente atenção a Khomeini e à revolução iraniana de 1979. Tinha sido escrito para um curso de verão e depois saiu num livro sobre Revoluções Contemporâneas, coordenado pelos seus colegas Pedro Oliveira e Fernando Martins [tem vários artigos e livros publicados, entre eles o ensaio Pode Portugal ter uma Estratégia?]. A ele tinha-lhe calhado na rifa tratar das revoluções no mundo islâmico, de Ataturk (Turquia) a Khomeini (Irão). Achou que teria piada ver o que tinha escrito em 2005 sobre o assunto. Mas infelizmente não conseguiu: não faz ideia onde pára o livro. E, para se sentir ainda pior, recordou-se de um colega lhe contar que há tempos lhe aconteceu a mesma coisa com um livro seu, não o conseguiu descobrir — mas acabou por encontrar uma cópia pirata na internet que o desenrascou. Só que Bruno não teve a mesma sorte.
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E assim foi obrigado a voltar a pensar de novo sobre o assunto. Mas não podemos queixar-nos: ficámos sempre a ganhar. Agora é ir ouvir.
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Médio Oriente
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Primeiro, um ataque israelo-americano contra o Irão e Teerão responde contra os países do Golfo. Um lado foca-se agora no ataque à Marinha iraniana, o outro procura alargar o conflito.
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Médio Oriente
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Do Dubai a Doha, Irão atacou zonas residenciais e aeroportos. Trump admite que ataques iranianos às monarquias são a “surpresa” do conflito. Arábia, Emirados e Qatar podem ou não juntar-se à guerra?
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Irão
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Vários diplomatas (incluindo russos e chineses) passaram pela Embaixada do Irão em Lisboa para assinar o livro de condolências de Ali Khamenei. PSP teve dia calmo, momentaneamente interrompido.
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Médio Oriente
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Veterano do Iraque, Vance é um assumido anti-intervencionista que consolidou um perfil de política externa dentro da administração. Mas, leal a Trump, reformula a postura para apoiar ataque no Irão.
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Irão
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Morte de Khamenei é desafio para o regime, mas ayatollah preparou sucessão — e até nomeou “Delcy do Irão”. Israel e EUA esperam que os iranianos protestem e deem machadada final à República Islâmica.
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Médio Oriente
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CIA seguia rotinas do Líder Supremo há meses. Quando descobriu que estaria no complexo da liderança iraniana na manhã de sábado, Trump deu luz verde à operação.
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Médio Oriente
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No Dubai, João e Sara sentem-se tranquilos apesar dos ataques dos últimos dias. Já no Qatar, a viver perto da base militar dos EUA, Raphael está em constante sobressalto e planeia partir esta noite.
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Açores
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As dúvidas sobre o enquadramento das recentes movimentações de forças norte-americanas na Base das Lajes levaram a explicações de Paulo Rangel. O que está em causa?
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Médio Oriente
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Mísseis balísticos de curto alcance foram utilizados em ataques ao Iraque. Contra Israel, o Irão terá utilizado mísseis que chegam mais longe. No arsenal contam-se ainda drones e mísseis hipersónicos.
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Médio Oriente
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“Seria fantástico” para Trump que os curdos iniciassem uma revolta no Irão, que ajudaria a derrotar o regime dos ayatollahs. Grupo étnico mantém reservas e não esquece histórico de abandono dos EUA.
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Irão
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No meio da guerra e após a morte de Khamenei, Guarda Revolucionária deve aproveitar vácuo de poder e assumir protagonismo. Regime pode ficar mais bélico e militarista, aumentando repressão interna.
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Comércio
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Trump ameaçou travar qualquer negócio com Espanha. Pode não ter legitimidade legal, mas tal pode não impedir que vá para a frente. Mas, mesmo assim, há entraves pelo caminho.
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França
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De Gaulle nunca confiou plenamente nos EUA e apostou em arsenal nuclear próprio, preservando a autonomia francesa. Décadas depois, Macron retorna a essa estratégia e quer expandi-la a toda a Europa.
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Irão
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BCE tem mantido inflação perto do objetivo de 2%, mas guerra no Irão, se se prolongar, fará subir preço da energia e pode causar novo surto inflacionista que teria de se combater com juros mais altos.
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Médio Oriente
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Estão no Médio Oriente os hubs da Emirates, Qatar Airways e Etihad que, por estes dias, têm no chão boa parte dos aviões. E com o espaço aéreo fechado, todo o setor é obrigado a redefinir rotas.
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Irão
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O Estreito de Ormuz, controlado pelo Irão, é estratégico, mas está bloqueado. A Ásia pode ser a mais afetada no acesso ao gás e petróleo, mas a Europa não escapa a preços mais caros.
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Defesa
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Portugal vai ter de substituir os caças F-16, e a sueca Saab está de olho no contrato. Responsáveis admitem que uma parte das aeronaves pode vir a ser produzida pela OGMA, uma “ótima empresa”.
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PSD
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Montenegro era um cristão novo do passismo quando chegou a líder parlamentar. Passos quis fazer dele seu sucessor. Mais tarde, abençoou-o como herdeiro. Os dois foram-se afastando até à rutura final.
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PSD
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Primeiro-ministro tenta encurralar Passos Coelho e obrigá-lo a vir a jogo já em maio. Passistas lamentam que Montenegro tenha recorrido ao mais baixo da política e dizem que cheira a “desespero”.
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Câmara Municipal Lisboa
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Socialistas pedem reforma nos contratos de delegações de competências municipais às freguesias. Moedas pediu “algum tempo”, mas ainda não se sentou com os autarcas. Higiene urbana pode ressentir-se.
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Mau Tempo
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Líder da associação de companhias de seguros diz que reação do setor às tempestades mostrou que “é um mito” que estas coloquem entraves na altura de pagar. Pelo contrário, estão a adiantar pagamentos.
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Cancro
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Henrique Veiga-Fernandes lidera laboratório na Champalimaud que integra projeto inédito. Nove instituições vão investigar como cérebro deteta e reage a tumores, abrindo caminho a terapias inovadoras.
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António Lobo Antunes
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João Bonifácio escreve sobre o escritor sobre quem temos uma “dívida monumental”, para lá de adjetivos e prémios: “ensinou-nos a virar os ouvidos para dentro e ouvir a nossa pequena voz interior”.
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António Lobo Antunes
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Genial, complexo, polémico e único: António Lobo Antunes é um dos mais importantes — e mais lidos — escritores da história da língua portuguesa e um eterno candidato ao Prémio Nobel da Literatura.
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António Lobo Antunes
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São infinitas as hipóteses de viagem pela vasta obra de um escritor que foi muitos, tendo sido sempre o mesmo. Ana Bárbara Pedrosa sugere uma abordagem possível como introdução a um mundo desafiante.
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António Lobo Antunes
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O Observador reuniu alguma citações do escritor português, recolhidas das várias entrevistas que deu ao longo dos anos. São confissões pessoais e provocações, duas constantes nas conversas do autor.
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António Lobo Antunes
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Mudou várias vezes de opinião – sobre os outros, sobre os seus livros, sobre o país, sobre os seus projectos, sobre a literatura – mas houve algo que nunca se alterou: o compromisso com a sua arte.
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Música
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A editora que se fez plataforma para um ritmo nascido em volta de Lisboa celebra o aniversário com uma festa no Lux Frágil e uma nova edição do super-grupo que plantou a semente: os DJs di Guetto.
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Livros
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Trabalhou no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, enquanto superava a morte do irmão. Desses anos nasceu o livro “Toda a Beleza do Mundo”. Entrevistámos o vigilante-escritor Patrick Bringley.
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Cinema
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Espiões no Castelo de São Jorge durante a Guerra Fria, perseguições em Alfama, romances no Estoril. O ciclo ‘Lisboa, Capital da Intriga Internacional’, na Cinemateca Portuguesa, exibe 20 filmes.
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Cultura
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O designer francês foi distinguido com o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade Católica. Momento para uma conversa sobre a origem das ideias e a responsabilidade que vem com a criatividade.
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Quando foi ministro no pós-25 de Abril, Álvaro Cunhal teve de tomar posição sobre as Lajes e sobre dilemas internacionais. Paulo Raimundo, Fabian Figueiredo e José Luís Carneiro podem aprender com ele
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A Organização Mundial da Saúde é das primeiras a pronunciar-se, revelando que não foi notificada pelos EUA e mostrando preocupação com o carácter unilateral do processo
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No meio de leituras redondamente moralistas de textos durante as aulas, depois da insipidez das “explicações” das obras obrigatórias, Lobo Antunes mostrava-me que a literatura podia ser outra coisa.
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As mudanças nas urgências e nas leis do trabalho aí estão para confirmar o que já sabemos. Todos defendem que há muita coisa que tem que mudar. Mas os outros que mudem.
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Devia escrever sobre Direito Internacional, Trump, o Irão, o puzzle do Médio Oriente, as Lajes, um Marcelo agora entregue a ele próprio. Mas Ingmar Bergman, Tcheckov e o mundo de ontem não deixaram.
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