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EUA: legalização de apostas aumentou o consumo de álcool nos homens jovens | Dependência


O jogo online está a fazer os homens jovens beberem mais. A conclusão é do estudo Gambling and Substance Use: Early Evidence From Sports Betting Laws, que analisou os impactos da legalização das apostas desportivas na utilização de substâncias como o álcool e o tabaco.

Os investigadores recorreram a dados do Behavioral Risk Factor Surveillance System, um inquérito anual representativo da população adulta dos EUA, relativos aos anos entre 2016 e 2023, para perceberem o impacto da legalização das apostas desportivas na saúde pública.

Fizeram, depois, uma comparação de hábitos de consumo de substâncias entre estados norte-americanos onde as apostas são legais e onde não são. O resultado: a legalização fez aumentar em 10% o consumo excessivo de álcool (binge drinking) nos homens jovens, não tendo havido qualquer impacto no consumo de tabaco.

“Concluímos que a legalização das apostas desportivas – acesso a apostas online em particular – aumentou o binge drinking entre os homens com menos de 35 anos”, escrevem os autores.

Reportam ainda o efeito da legislação no interesse no tópico, através das pesquisas no Google. Em 2018, depois de o Professional and Amateur Sports Protection Act (PASPA) – que proibia os estados de autorizarem apostas – ter sido considerado inconstitucional, registou-se um “aumento drástico” (quase duplicou) de procura pelo tópico “apostas desportivas”.

Em Portugal, de acordo com o relatório do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD), os jovens entre os 13 e os 18 anos estão a beber e a fumar menos, mas estão cada vez mais dependentes do jogo online. Apesar de o relatório não correlacionar os comportamentos, as conclusões são alarmantes: desde 2019, o jogo a dinheiro aumentou cinco pontos percentuais.

A percentagem de jovens portugueses que dizem ter problemas relacionados com o jogo é, aliás, superior à média europeia: 28%, contra 22%. No final do 2.º trimestre de 2025, 77,8% dos registos eram de pessoas com menos de 45 anos e, dos novos registos, 36% haviam sido feitos por pessoas entre os 18 e os 24 anos.



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