Passam poucos minutos do meio-dia de terça-feira e o movimento na Rua do Benformoso, no bairro lisboeta da Mouraria, ainda corre vagaroso. Há gente a circular, entrando e saindo em lojas e cafés, na sua maioria pessoas do Bangladesh, donos e clientes, num movimento incessante, mas ainda longe do frenesi que toma conta da rua ao final de cada tarde. Circulando entre eles, como numa realidade paralela, vagueiam consumidores de drogas, corpos e mentes exauridos e em suspensão até à próxima dose. Quem a irá fornecer não anda muito longe.
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