O preço do petróleo Brent continua a registar forte oscilação perante a evolução do conflito no Irão e, em particular, face ao encerramento do estreito de Ormuz, importante passagem para esta matéria-prima. O barril de Brent, referência para a Europa, abriu em alta esta terça-feira, aproximando-se dos 105 dólares.
Ao início da manhã, o barril de Brent, para entrega em Maio, subia 4,5%, para 104,95 dólares, contrariando a tendência verificada no final do dia desta segunda-feira, ao recuar perto de 2,5%, para 100,6 dólares.
Também o crude West Texas Intermediate (WTI), referência para os Estados Unido, subia 5,04% esta manhã, para 97,90 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.
O encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, mantém pressão sobre o preço desta matéria-prima, numa altura em que o apelo do Presidente americano para a criação de uma força internacional para defesa do canal, encerrado pelo Irão, não colheu, até agora, o apoio desejado.
Paralelamente, o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) de que poderá libertar mais 400 milhões de barris da reserva estratégia mundial, se for necessário, também não teve grande impacto no mercado.
Nos mercados accionistas, a incerteza face à duração do conflito no Médio Oriente ajuda a explicar o enceramento misto dos principais índices asiáticos. O principal índice do Japão, o Nikkei, encerrou a cair 0,094%, e na China, o principal índice da bolsa de Xangai perdeu 0,85%, mas já o Hang Seng, de Hong Kong subiu 0,13%.
As praças europeias iniciaram a sessão entre perdas e ganhos muito ligeiros, mas rapidamente passaram a negociar em alta, uma viragem que coincidiu como anúncio de que o chefe de segurança do Irão, Ali Larijani, foi morto num ataque israelita, informação ainda não confirmada pelo Irão.
O Stoxx 600, índice que reúne as principais cotadas europeias, seguia a subir 0,60%, pelas 10h00. No mesmo sentido, O Ibex espanhol ganhava 0,65%, o Dax alemão 0,24% e Cac francês 0,54%.
Lisboa subia um pouco mais, 0,88%, impulsionada pelo sector energético, com destaque para a Galp, a ganhar mais de 2%, para 21,12 euros. Com agências

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